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MAILSON FURTADO
( BRASIL - CEARÁ )

 

Mailson Furtado Viana (Cariré, 1991) escritor e editor brasileiro.
Nascimento:   15 de março de 1991.

Vencedor do 60º Prêmio Jabuti  da Câmara Brasileira do Livro em 2018, nas categorias Livro do Ano e Poesia com sua obra independente à cidade. Em Varjota-CE, cidade onde sempre viveu, fundou a CIA teatral Criando Arte, em atividades desde 2006, onde realiza atividades de ator, diretor e dramaturgo, além de produtor cultural da Casa de Arte CriAr. Graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Ceará.

Possui obras publicadas em jornais, revistas e antologias no Brasil e Portugal e mais de 10 textos encenados no teatro. Dentre outros prêmios, foi congratulado com o troféu Sereia de Ouro em 2020 pela Fundação Edson Queiroz – Fortaleza|CE; como Autor Nacional Homenageado da Feira Literária de Brasília 2019; com a Comenda Cassaco nos anos 2020 e 2022 pela Prefeitura Municipal de Varjota-CE; e com o prêmio Mozart Pereira Soares de Literatura da Biblioteca do Estado do RS, pelos livros ELE e Tantos Nós. Em 2021 foi Secretário de Cultura da cidade de Varjota-CE.

Obra

À cidade, 2017 (poemas).
Passeio pelas ruas de mim (e de outros), 2018 (poemas).
Tantos Nós, 2020 (dramaturgia).
Ele, 2020 (poemas)
Nômade, 2021 (poemas)
 Esquinas, 2023 (poemas)

 

ANTOLOGIA SELVAGEM: UM BESTIÁRIO DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA/ Alexandre Bonafim, Claudio Daniel e Fábio Júlio (org.) - Franca, SP:  Cavalo Azul, 2025.  372 p.  ISBN 978-65-83644-11-4
Exemplar da biblioteca de SALOMÃO SOUSA.

 

sobre a lenda da serpente do araras
ou a parábola do autoencontro

em terras baixas
do médio Acaraú
uma ave se fez mar
e um pedaço de profecia
do tal frei

água adentro
várzea adentro
diz-se duma serpente
ali locada
(que da verdade não
se duvida)

mora nas ribeiras
nas falas de pescadores
nas vistas de lavadeiras
um pedaço Amazônia
um pedaço Ilha do Fogo
nascera de destroços soterrados
e das tais bestas feras
em formas de tratores

entornou barcos
afogou novilhos
e invadiu feiras e ruas nuas
calçadas e crenças
(mesmo daqueles
devotos de são tomé)

nada até hoje se sabe
pralém do dizer
(metade sempre dúvida)
é o que basta a toda a gente
à sua busca que
nada e nada e nada
(ao próprio encontro)
sob secas e cheias
sístoles e diástoles
lotadas de depois

 

*
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https://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/ceara/ceara.html
Página publicada em março de 2026.


 

 

 
 
 
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